A Esperança Também Cura
"Em 2021, aos 38 anos, fui diagnosticada com cancro do colo do útero. Quando saí da consulta onde recebi a notícia, um pensamento invadiu o meu coração e acompanhou-me durante toda a caminhada:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará."
Dias depois soube que tinha um cancro em estádio III. Seguiram-se exames, cirurgia e tratamentos intensivos. Houve momentos de medo, tristeza e muitas incertezas. Houve dias em que o corpo estava cansado e a alma procurava forças para continuar. Mas aprendi que a esperança não nasce da ausência de dificuldades. A esperança nasce quando escolhemos acreditar, mesmo sem saber o que o amanhã nos reserva. Durante os tratamentos conheci pessoas extraordinárias que me ensinaram que ninguém luta sozinho. Encontrei amizade, partilha, coragem e amor nos lugares mais improváveis. Descobri que uma palavra, um sorriso ou um simples gesto de carinho podem iluminar os dias mais escuros. Hoje, passados vários anos, continuo em acompanhamento e, graças a Deus, está tudo bem. Se há algo que esta experiência me ensinou é que nunca devemos perder a fé. Nem sempre conseguimos controlar aquilo que nos acontece, mas podemos escolher a forma como enfrentamos cada desafio. A quem está a passar por uma luta semelhante, deixo esta mensagem: não perca a esperança. Acredite. Um dia de cada vez. Há sempre luz mesmo nos momentos mais difíceis, e a fé pode ser uma força imensa quando tudo o resto parece faltar.
Eu acreditei. E continuo a acreditar.
"
Ana Andrés